Enfim pudemos ver a tão comentada refilmagem de Guerra dos Mundos (War of the Worlds, 2005), adaptação do livro homônimo de H.G. Wells, estrelada por Tom Cruise.
O filme retrata inicialmente os conflitos entre dois filhos de pais separados, que vão passar as férias com o pai, que é considerado distante e desleixado. Logo após a chegada deles, acontece o ataque dos alienígenas.
A primeira metade do filme é de tirar o fôlego. A história é sempre contada da visão da família que está fugindo, e só sabemos o que eles sabem sobre o que está acontecendo. É ótimo apreciar o quanto Spielberg é um bom diretor(quando não apela demasiadamente para o sentimentalismo). A primeira metade do filme é de tirar o fôlego, cenas muito bem dirigidas que conseguem deixar o espectador tenso frente a um espetáculo nas telas, e nos fazendo refletir por quanto tempo pode durar as conquistas do “mundo civilizado ocidental” quando as coisas apertam, e no que o ser humano pode se transformar, ou se revelar.
A partir do momento que a família encontra Ogilvy (Tim Robbins), Spielberg patina um pouco, alongado demais a cena de porão, e usando de sustos meio bestas. A partir daí o filme fica mais frio, menos eletrizante.
O elenco está bem, com destaque para a garotinha Dakota Fanning, que interpreta a filha de Tom Cruise. Imaginar que o diretor falar gravando, e uma criança atuar daquela maneira.
O tão comentado final que todos falam mal em minha opinião não tem nada de idiota. É perfeitamente plausível e representativo, mostrando as consequências da arrogância.
Muito bom ir ai cinema e poder se divertir com filmes assim, de qualidade, principalmente se comparados a bombas como Impacto Profundo e Independence Day, que tratam do mesmo tema e são muito inferiores.
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