Casablanca

Último sábado assisti no cinema Casablanca (Casablanca, EUA, 1942). Considerado um dos maiores clássicos do cinema pude confirmar sua fama, e sentir o significado da frase “o filme envelheceu bem”.

A história se passa no Marrocos durante a Segunda Grande Guerra. Onde muitos tentavam fugir da para a América, e todos freqüentavam o bar de Rick ( Humprey Bogart), inclusive Ilsa ( Ingrid Bergman), antiga paixão de Rick, e seu marido Lazlo (Paul Henreid).

Casablanca até hoje emociona, nos faz rir, nos deixa tensos, com uma história bem conduzida enxuta, com atores bons. Outros filmes retratam romances na segunda guerra, como  Paciente Inglês, mas nunca algum conseguiu ser tanta coisa de forma tão competente. Não há como não rir com inspetor Renault (Claude Rains), não ficar apreensivo à espera do final, e se emocionar com o filme. O personagem de Rains por sinal é marcante, engraçado e irônico na sua vida de oficial corrupto.

               Interessante é ver como algumas não planejadas dão tão certo, pois os atores de Casablanca o consideravam um filme menor em sua carreira, como a protagonista Ingrid Bergman, que estava apressada para filmar Porque Os Sinos Dobram. E, com um roteiro que ficava pronto ás vezes na véspera das filmagens,que irritada em não saber o final, perguntava aos roteiristas: “Por quem eu devo demonstrar mais amor?” e ouvia “Interprete de forma ambígua, quando tivermos um final você vai ser a primeira a saber”.

 

              A expressão tensa e chorosa de Ingrid Bergman (com seu chapéu em uma posição muito legal) ao som de As Times Goes By está imortalizada para o cinema, e causa, mais de sessenta anos depois de sua produção, emoção aos que o assistem, como foi o caso das pessoas presentes no cinema.

 

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