Grande surpresa foi ter visto ontem "O Labirinto do Fauno", filme mexicano o qual concorreu a seis Oscar no início do ano.
Galera, vale a pena. Filme mistura fantasia realidade de um forma muito competente. Várias coisas no filme são muito boas: Fotografia, maquiagem, trilha, atuações. Mas o roteiro e a direção (com ângulos maravilhosos) do mexicano Guilherme Del Toro mostram maturidade ao criar e ao contar essa fábula para adultos.
O filme se passa em 1944, no final da Guerra Civil espanhola. Conta a história de uma menina, Ofélia, órfã de pai de viaja com a mãe para uma região da espanha onde mora o capitão o qual ela se casou, e que é palco de focos de resistência ao governo. Lá, em meio a gravidez de sua mãe e ao tenso clima político e social, Ofélia se encontra com seres mágicos, vindos do "mundo subterrâneo". Dois mundos que são conduzidos paralelamente no filme.
Cheio de metáforas, com uma fotografia ganhadora do Oscar, o filme vai nos envolvendo cada vez mais. Os seres saídos da cabeça de Guilherme são fantásticos, e nos chama atenção o quanto Ofélia pode estar calma em frente aos maiores perigos do "mundoo subterrâneo", e o quanto ela teme apenas estar na presença do Capitão, seu padastro. Personagem, por sinal, que protagoniza cenas violentas, sem cortes.
Estou esperando ter tempo para poder rever esse filme e curtí-lo mais ainda. Emocionante.
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