Aluguei “Lembraças de Hollywood” (Postcards From the Edge, EUA, 1990) por causa da Meryl Streep, e pelo diretor, já que tinha há pouco visto Closer-Perto Demais, outro trabalho de Mike Nichols.
O filme é centrado na relação da personagem de Meryl Streep, atriz a qual é viciada em cocaína, e sua mãe, interpretada por Shirley MacLaine, uma ex-estrela de Hollywood, egocêntrica e que por sua filha ser viciada em uma droga ilícita, não admite que também é viciada, só que em álcool. Elas são obrigadas por um produtor de filmes a conviverem juntas, na mesma casa, o que as leva a se defrontarem com as pendências existentes entre elas.
O filme não vai para o lado do drama pesado, pelo contrário, trata esses assuntos de forma leve. A relação mãe-filha consegue ser interessante, até pelas atrizes, que estão ótimas. Mas quando o personagem de Dennis Quaid entra no filme, a história acaba se perdendo o pouco. Parece que dá pra sentir o que o diretor quis fazer, mas não saiu direito. Bom, dá pra divertir, e com qualidade.
Só para registrar: Meryl Streep é demais mesmo. Além da boa atuação, de toda a composição de sua personagem, insegura e inconseqüente, há a cena em que ela canta no aniversário de sua mãe, a qual ela não é dublada. A displicência com que ela canta, a música escolhida, criam um clima e formam uma linda cena. A mulher ainda canta bem, é mole?
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